Vou postar sobre as obras que mais me chamaram a atenção em cada andar.
ANDAR#1
I/VOID/O, de Sandro Canavezzi de Abreu [Brasil, 2008]
Versão atualizada da instalação VOID, em que o público observa o conteúdo de uma “caixa preta” (na verdade, uma esfera acrílica espalhada onde um cubo virtual é projetado internamente), na qual, sons, imagens reais e virtuais se fundem e se confundem, criando uma realidade interna instável e inóspita. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.
Uma espécie de um jogo sem um objetivo específico; o usuário controla com um bastão ligado a uma caixa, que pode ser movimentado para os lados e para dentro/fora. O movimento feito pelo bastão é visto em um telão posicionado de frente para o usuário. Ao finalizar o “jogo”, um telão ao lado é ligado, mostrando imagens que são vistas corretamente com óculos 3D, disponibilizados na instalação.
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Performative Ecologies, de Ruairi Glynn [Inglaterra, 2007]
Uma comunidade de quatro robôs orienta-se por meio de um software de reconhecimento de padrões faciais. A obra examina o potencial interativo (e não apenas responsivo) de elementos robóticos ao se engajar em formas de comunicação performativas e não-verbais com o público.
Os robôs se movimentam de forma aleatória, apontando suas câmeras (uma câmera na frente, e alguns leds atrás) para todas as direções. Quando você para em algum lugar em torno da obra, e um deles reconhece a sua presença, ele fixa a câmera na direção da cabeça e os leds na parte de trás começam a girar e mudar de cor. As imagens captadas são exibidas em um monitor colocado no começo do correedor, para que todos possam ver as imagens captadas pelos robôs.
SUBSOLO#1
Mutations of the White Doe, de Nicolas Reeves [Estados Unidos, 1997]
Três esculturas de polímero translúcido elaboradas com base num algoritmo genético. Os blocos avulsos construídos, quando reunidos, lembram objetos arquitetônicos improváveis. O pedestal de cada escultura emite trechos reelaborados de The White Doe, música folclórica escandinava que data de épocas remotas.
Basicamente, Nicolas Reeves transformou a música em imagem e a imprimiu em três blocos.
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The Bacterial Orchestra, de Martin Lubcke e Olle Um Cornéer [Suécia, 2006]
Uma orquestra formada por “células auditivas” que se comportam como um organismo. Da interação entre elas resulta uma espécie de microfonia que, trabalhada por um software especial, possibilita evoluções sonoras que aludem a diferentes momentos históricos da música, que vão de Mozart a acid house.
Uma sala com diversas caixas de som e microfones para captar os sons do ambiente. Conforme uma pessoa faz algum ruído, seja estalando os dedos, falando ou batendo uma caneta num caderno, as caixas de som respondem utilizando aquele mesmo ruído, com diferentes efeitos, criando um novo som.
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youTAG, de Lucas Bambozzi [Brasil, 2008]
Trabalho de web art composto basicamente de um sistema especial de procura de palavras-chave associadas a vídeos e fotos da internet. Por uma busca específica, o visitante recebe em seu e-mail uma peça audiovisual remixada – e de autoria desconhecida – com base em seu material previamente existente e disponível na rede. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Cibernética em 2007.
Veja os vídeos gerados a partir da minha escolha de palavras-chave:
Vídeo 4: http://www.youtag.org/player.php?tag=590
Vídeo 3: http://www.youtag.org/player.php?tag=589
Vídeo 2: http://www.youtag.org/player.php?tag=588
Vídeo 1: http://www.youtag.org/player.php?tag=587
SUBSOLO#2
Reler, de Raquel Kogan [Brasil, 2008]
Estante composta de 50 livros-objeto. Ao ser abertos, um mecanismo dispara a gravação de trechos de textos de diversos autores. Assim, o público compõe um “palimpsesto” sonoro, sem que cada visitante deixe de ouvir o trecho do livro específico que está em suas mãos, Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética 2007.
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Canções Submersas, de Vivian Caccuri [Brasil, 2008]
A instalação promove a interferência de quatro carpas – que vivem em uma piscina climatizada – no som MP3 do público. A movimentação do nado dos animais é reconhecida por um software especial. Conforme os peixes se movimentam e se aproximam uns dos outros, o sistema modifica em tempo real as faixas musicais. É então criada uma “cacofonia fluida” no ambiente da obra, possibilitando uma audição coletiva de arquivos sonoros íntimos. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007